Login

E-mail:

Senha:


Cadastre-se.

Lembrar senha.

Buscas no Site

» Rimas

Selecione o tipo: Palavra Terminação

Digite o termo:


» Poesias

Selecione a seção: Coletânea Galeria

Digite a palavra:


GALERIA

ATENÇÃO! Prezado(a) usuário(a), tenho o prazer de anunciar o lançamento, no formato eBook, da 1ª edição (2004) do meu livro Dicionário de Rimas da Língua Portuguesa - Brasil. O mesmo encontra-se a venda (R$9,99) no site da Amazon

Neste espaço você pode publicar gratuitamente as suas obras (poemas, poesias, sonetos, versos, etc). Para isso, basta clicar no link abaixo. Antes, porém, leia as condições para publicação do site.

» Publicar Obra «

As obras serão listadas por: Ordem de Cadastro, Título e Autor.


Seres urbanos e ets
(gutomaia)

à noite, vejo formas no horizonte que ao invés de libertar os olhos, confinam.

Vejo luzes da cidade, que ao invés de iluminar meu caminho, criam um caleidoscópio de imagens e pensamentos intermitentes. um redemoinho sonolento que me traz sempre de volta ao mesmo lugar, para depois fugir no espaço novamente e novamente retornar...interessante isso: re-tornar nova-mente. como se o retorno ao mesmo ponto pudesse representar o novo!

Do desconforto de um banco confortável, vejo um verdadeiro ataque de luzes brilhantes, coloridas. imagino ovnis extraterrestres tentando abduzir aos que não estão, como eu, na proteção dos seus aquários, naves-aquários inexpugnáveis de poderosa blindagem. sinto que às vezes, os que estão do lado de fora me olham com compaixão, mas desprezo-os. pra dizer a verdade quase nem os noto.

Sinto-me seguro dentro dessa nave transparente.

Não serei atacado. estou protegido.

Meus cavalos sob meus pés são poderosos. tá certo que, ao invés de cavalgar , marcam passo sem sair do lugar. isso me irrita por um instante. depois, volto aos pensamentos fugazes e sonolentos. todos os cavalos comprimidos a meus pés, iniciam um cortejo lento, como se estivessem prestes a explodir em expansão pelos ares, mas eu os contenho, não sem uma leve dor renitente nos pés pelo esforço continuado. penso no médico.

Paradoxalmente, a noite traz a certeza de que sobrevivi mais um dia. tenho a sensação de ser um vencedor.. sinto um alívio de pensar assim. olho pro lado. vejo, em outra nave-aquário, uma bela loira. ela acende um cigarro. penso: ?como é que pode?? sinto saudade, nem sei direito de quê. talvez da irresponsabilidade/coragem/ilusão/ingenuidade/petulância de outrora... mas, o dever me chama: primeira, segunda, primeira, segunda... primeira, segunda terceira...agora vai!

é isso aí. seres urbanos sentem-se alienígenas sem noção de tempo e espaço. às 7 da noite, dentro de suas naves-aquários, encalacradas no trânsito, são abduzidos pelas luzes em volta, e transportados para ilhas paradisíacas. pena que logo chegam em casa, e o sonho se acaba...

Enviar para alguém.

Indique este Site

Você gostou do site e quer indicá-lo para um(a) amigo(a)?

Então, clique aqui.


Meus Livros

Livros publicados (clique na capa para maiores detalhes):