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A carta que meu pai mandou.
(José Di Ambrósio)

Chegou pelo portador a carta que meu pai mandou,
Trazia tudo em letras claras: roupa nova, sapato novo. brinquedos que carinhosamente enviava aos filhos,
E coisas que eu já não dava importância, nos meus dez anos de entendimentos.
E chegou a carta que meu pai mandou,
Brotou-me lágrimas no silêncio em que o tinha em minhas mãos,
Mandou-me ele muitos beijos, muitas recomendações de pai,
E muitos pedidos de desculpas, muitas explicações,
Como quem pedia permissão pra ficar mais tempo longe de mim.
Contou-me novidades, até insinuava sorrisos, e brincadeiras, e me prometia mais brinquedos,
Como quem me via enfunado, querendo banhar na chuva,
Querendo brincar na enxurrada.
Por instantes me sentei no trono da importância,
Esqueci das agruras da vida, da distância, da saudade incontida,
Da falta que ele fazia na minha vida.
Por instantes eu via ao meu lado, meu pai,
Depois me calei impotente, meu pai voltou a ser ausente,
Quis esquecer a vontade de ter meu pai.

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