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Uma criança com o coração partido
(Cintra)

Uma criança com o coração partido,
Caminha solitária com o rosto ferido.
Marcas da noite, da podridão,
Marcas do suborno da ilusão.

Linda morena, de idade dez.
Cheia de bolhas em seus pés.
Caminha descalça no chão quente,
Sem nenhuma dor aparente.

Na escaldante orla carioca,
Ela avista um carrinho de pipoca.
Estava com muita fome,
Mas nessa hora, quem tem grana some.

Não tinha outra alternativa,
E tomou a iniciativa.
Pediu.
Sorriu.

O vendedor estava segurando sua cachaça,
E achou muita graça.
Uma menina daquela idade,
Já bebendo com autoridade.

Ele bebeu.
Ela bebeu.
Ele se embebedou.
Ela se embebedou.

Vida mais que cruel.
Num quarto de motel,
O céu escureceu.
E uma estrela morreu.

Estrela chamada ingenuidade.
O astro mais belo da humanidade.
Trucidado.
Explorado.

Seu nome era marina.
Era apenas uma menina.
Hoje não tem mais nome.
É conhecida apenas por um pronome:

Puta.

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