Login

E-mail:

Senha:


Cadastre-se.

Lembrar senha.

Buscas no Site

» Rimas

Selecione o tipo: Palavra Terminação

Digite o termo:


» Poesias

Selecione a seção: Coletânea Galeria

Digite a palavra:


COLETÂNEA

Neste espaço você tem a sua disposição várias obras de diversos autores consagrados.

As obras serão listadas por: Ordem de Cadastro, Título ou Autor.


A Mário de Andrade
(Paulo Mendes Campos)


Não sei que mãos teceram teu silêncio.
Morto. Estás morto. Sonhas morto? Morto.
Espantalho fatal, onde flutuas
Acordas borboletas tresvairadas.
Tua morte chegou nas folhas secas
Mas nada vi no ventre da noitinha
Que não interpretei nas alegrias
Tua razão mais bela de acabar.

A noite está coalhada de formigas.
A cruz amarga a fé desesperadas.
Há formigas na treva de tua morte
E em mim erram punhais entrefechados.

O simples tempo agora abre a vidraça.
Desarmaram nos campos a barraca.
Chega do canteiro a razão - flor
Para agravar sinais do inevitável.

O silêncio borbulha nos esgotos.
Bebamos o licor de tua morte
Enquanto se suporta a solidão.
Tua morte foi servida numa salva.

Cisnes feridos franzem meu destino.
Os convivas, as moças, as vitrinas
Não sabem que paraste. Mas eu sofro
O sono vegetal dos passarinhos.

Mas eu sofro. Eu e o morto que conduzo
Vamos sofrer até de manhãzinha.
Vamos velar aflitos sobre a terra
Que desviou o teu olhar das rosas.

Enviar para alguém.

Indique este Site

Você gostou do site e quer indicá-lo para um(a) amigo(a)?

Então, clique aqui.


Meus Livros

Livros publicados (clique na capa para maiores detalhes):